Em matéria da Agência iNFRA, Fernando Vernalha analisa o cenário de incertezas na privatização da Copasa

Sócio-fundador do Vernalha Pereira destaca que a indefinição sobre a renovação e regionalização de contratos com municípios impacta diretamente a precificação da companhia no mercado

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O adiamento da oferta de ações para a privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) foi tema de reportagem publicada pelo portal Agência iNFRA. O processo passará por ajustes após as propostas iniciais não atingirem o preço mínimo estimado pelo governo mineiro para a fatia de referência da empresa.

O cenário atual do setor, marcado por operadoras já alavancadas, soma-se às dúvidas do mercado sobre a renovação dos contratos da estatal com os municípios. A prorrogação dos prazos e a inclusão dos serviços de esgotamento sanitário são passos considerados fundamentais para garantir as receitas e viabilizar a universalização do saneamento até 2033. Fernando Vernalha, sócio-fundador do Vernalha Pereira e Doutor em Direito do Estado, foi consultado pela reportagem para analisar como essas indefinições afetam a atratividade da operação.

Na matéria, o advogado explicou que o número desconhecido de prefeituras que irão compor a carteira da Copasa no cenário pós-privatização gera insegurança na equação econômico-financeira, uma vez que é o volume de contratos que precifica a companhia e suas ações.

“O ideal é que isso esteja já estabelecido [antes da privatização], as regionalizações já feitas, os contratos já definitivamente atualizados, porque assim você sabe exatamente o preço que vale a companhia”, pontuou o especialista, destacando ainda que a regionalização feita após a assinatura não pode afetar legalmente o equilíbrio econômico do acordo.

Confira a matéria na íntegra: Copasa terá nova oferta em ambiente de incerteza sobre contratos e preço

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