Vernalha Pereira promove bate-papo sobre a promoção de mais inclusão para pessoas LGBTQIA+

A advogada Gisele Alessandra Szmidt e Silva, primeira advogada transexual a fazer uma sustentação oral no Supremo Tribunal Federal, falou sobre a sua trajetória profissional no evento que deu lançamento ao Comitê Permanente de Diversidade.
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Na última quinta-feira (29), os colaboradores do Vernalha Pereira se reuniram para um bate-papo sobre a importância do judiciário e da comunidade empresarial na garantia dos direitos LGBTQIA+. O encontro on-line contou com a presença da convidada Gisele Alessandra Szmidt e Silva, primeira advogada transexual a fazer uma sustentação no Supremo Tribunal Federal (STF), e foi apresentado por Caio Pockrandt Gregório, head de controladoria jurídica e advogado. A transmissão ocorreu de forma remota e aberta a todos os profissionais do escritório.

Advogada militante dos Direitos Humanos e dos Direitos da População LGBTQIA+, Gisele subiu à tribuna do STF em 2017 para defender o direito de transexuais mudarem o nome no registro civil sem exigência da cirurgia de mudança de sexo e laudos médico e psiquiátrico. Em sua fala, a advogada ressaltou que as decisões em favor dos direitos LGBTI, como a Criminalização da Homofobia, a União Homoafetiva e o acesso à doação de sangue, são conquistadas, em sua maioria, por meio do Poder Judiciário.

“O Brasil, nesse aspecto [direito ao nome], está muito a frente. Foi uma grande conquista de todos nós. Não queremos nenhuma vantagem em cima das pessoas, nós queremos ter direito ao nome, direito a constituir família, direito a poder adotar, direito a sair na rua sem ser agredida”, pontuou a advogada.

Além das conquistas, foram mencionadas as violências que pessoas LGBTQIA+ ainda sofrem no Brasil – o país mais violento do mundo com relação a pessoas transexuais –, em que os ataques apresentam requintes de crueldade. Gisele relatou que os abusos podem ser explícitos, em que é possível identificar o preconceito e realizar denúncias, mas também podem ser apresentados sob a forma de discriminação velada, casos em que a pessoa não consegue trabalho, é excluída do convívio social e privada de oportunidades.

Durante o evento, Gisele respondeu a perguntas dos participantes. Entre os principais questionamentos, foram discutidas estratégias para a construção de uma comunidade empresarial mais diversa e a inclusão de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho. A discussão abordou pontos como o anúncio de vagas mais inclusivas, oportunidade em que foi citada uma iniciativa recente do Ministério Público do Trabalho sobre o assunto, e se estendeu para um panorama geral de tratamento e acolhimento dessas pessoas dentro das organizações.

“Na prática, a empresa tem que entender que a diversidade é legal, que a diversidade melhora o mundo. É uma questão de acolher, dar oportunidade e criar políticas sólidas para garantir que a inclusão seja efetiva”, avaliou Gisele finalizando sua palestra.

O evento foi o primeiro dos que devem integrar o Comitê Permanente de Diversidade Sexual, criado recentemente pelo Vernalha Pereira e anunciado aos profissionais durante o bate-papo. A iniciativa tem por objetivo estabelecer um grupo que discuta e implemente políticas sensíveis à diversidade e que garanta ainda mais inclusão para pessoas LGBTQIA+ no âmbito do escritório.

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